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Os motores elétricos desempenho funções importantes nas plantas industriais e podem ser responsáveis por percentual significativo da indisponibilidade delas, com consequente demanda de mão de obra, dispêndio com materiais, enfim, custos de manutenção.

Estudos realizados internacionalmente por entidades renomadas (EPRI1 e IEEE2), têm demonstrado que cerca de 77% das causas das falhas de motores elétricos, são motivadas por problemas nos mancais e no estator, conforme gráfico a seguir.

As falhas dos motores não estão correlacionadas diretamente com o seu envelhecimento ou com as horas de operação, mas tipicamente por outros agentes catalizadores da aceleração desse processo, como:

  • Sobreaquecimento;
  • Contaminação;
  • Umidade;
  • Qualidade da alimentação elétrica;
  • Problemas de lubrificação (falta ou erro);
  • Demandas mecânicas;

A qualidade das atividades desenvolvidas nas fases de projeto, montagem, comissionamento e operação, podem ser determinantes para o atendimento ao ciclo de vida esperado desses equipamentos.

Como exemplo, podemos citar um estudo que conduzimos numa indústria petroquímica, onde em um ano 4,5% dos motores tiveram falha catastrófica (queima do bobinado). Isso equivale a uma taxa de falha de 5,1×10-6 falhas/hora, o que está próximo dos valores praticados internacionalmente como típicos (IEEE 4,14×10-6 falhas/hora e RAC3 6,9×10-6 falhas/hora). As refinarias de petróleo americanas, consideram como indicador mediano, 4,5% falhas/ano para seus motores elétricos.

Apesar das taxas de falha estarem dentro dos limites estabelecidos como aceitáveis, nesse estudo foi possível estratificar mais detalhadamente as causas das falhas, e identificou-se que 61% foram por:  

  • Lubrificação deficiente;
  • Penetração de água e/ou produto químico;
  • Vibração;

Concluiu-se então, que muitas dessas falhas poderiam ter sido evitadas com rotinas preditivas e adoção de simples procedimentos de manutenção preventiva e cuidados operacionais.

Diante destas comprovações, algumas questões podem ser formuladas, como:

  • Quantos motores falharam nos últimos 12 meses na sua planta?
  • Quais as causas raízes dessas falhas?
  • Quais as contra medidas implantadas para evitar novas falhas?

Podemos ajudar a encontrar as respostas para essas e outras questões e assim otimizar os recursos de manutenção e desempenho das unidades produtivas.

1EPRI – Electric Power Research
2IEEE – Institute of Electrical and Electronics Engineers     
3RAC – Reliability Analysis Center

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